Hostfamily de judeus / Jewish
Talvez a pratica religiosa judaica mais conhecida é aquela conhecida por comer somente comida “kosher”. As leis do “kashrut” podem ser confusas ou arbitrárias para quem não conhece, mas elas tem muito significado para os judeus ao longo da história.
Para aqueles que praticam o kosher, comer de acordo com as leis é tanto uma oportunidade de obedecer a Deus quanto preservar a unidade e identidade judaica. A importância das leis do kosher para os judeus foi demonstrada em tempos de perseguição, no qual os judeus foram forçados a comer comidas não-kosher (geralmente porco) sob a ameaça de morte: muitos judeus escolheram morrer para não quebrar o kosher.
Terminologia kosher:
A palavra kosher é a forma anglicana do hebraico kasher, que literalmente significa “bom” ou “próprio”, mas indica “próprio para uso em ritual”, assim como Kashrut.
A palavra hebraica para não-kosher é “travf”, da palavra “terayfa” ou “romper” (do mandamento ‘não comerás o que foi arrancado de um animal’).
Acidentalmente, a frase “comida estilo kosher” que é usada as vezes para se referir a comidas tradicionais judaicas, como sopa de almôndegas matzah não é totalmente certa. Não há nada tipo “estilo kosher”, porque qualquer comida pode ser kosher ou não, desde comida chinesa até comida mexicana.
Seguindo o kosher hoje em dia.
Nem todos os judeus obedecem as leis da dieta kosher ( fala-se “keep kosher”, ou “manter kosher”). Muitos judeus reformados consideram as leis do kashrut um ritual fora de moda e os ignoram completamente. Outros mantém kosher em casa, mas não quando comem num restaurante ou na casa de outra pessoa. Judeus ortodoxos obedecem as leis totalmente, acreditando que as eis são divinas em todos os lugares e o tempo todo. Judeus conservadores tendem a manter kosher com consistência, apesar das regras serem levemente mais brandas para eles do que para os ortodoxos.
Como manter kosher: as leis de kashrut
A tabela seguinte sintetiza a classificação de comidas sob as leis de kashrut.
Kosher (permitido) Trayf (proibido)
Bife, ovelha, cabras e veados cortados em forma de ritual e sem nenhuma doença. Frango, peru, ganso.
Salmão, atum, carpe, pescada.
Carne comida separadamente de laticínios. Vinho ou suco de uva feito sob supervisão de judeus.
Queijo sem gordura e queijo com gordura kosher.
Trayf (proibido)
Carne de porco, camelo, Coelho, roedores, répteis e qualquer outro animal que morreu de causa natural.
Águia e corvo.
Siri, lagosta, polvo, marisco, peixe-espada.
Carne com laticínios (ex.: cheeseburger, hamburger com milkshake, ‘chicken cordon bleu’ (frango com queijo francês) , wiener schnitzel (comida alemã), etc.)
Qualquer outro vinho ou suco de uva.
Maioria dos queijos com gordura.
Essas proibições derivam de instruções específicas do Tora e foram interpretadas e modificadas por rabinos quando foram encontrando novas culturas e situações. Todas as frutas e vegetais são permitidos. Com a exceção de produtos de uvas, devido ao fato de que é proibido comer ou beber qualquer coisa que é oferecido aos deuses e o vinho era geralmente feito para oferendas e celebrações pagãs. Por isso, todo vinho e suco de uva é feito sob supervisão judaica.
Estes animais não podem ter nenhuma doença. Há lugares especiais para fazer rituais pós-morte para examinar os pulmões dos animais. Animais kosher devem ser sacrificados de maneira kosher. O principal objetivo é se livrar do sangue o máximo possível, porque ingestão de sangue é proibido pelo Torá. A carne deve ser lavada, salgada (com sal kosher) e cozida bem passada.
Algumas partes de animais são não-kosher. Uma delas é o nervo ciático. Assim, filé mignon e picanha são proibidos. A gordura existente ao redor de qualquer órgão também é proibida. Apenas aves domesticadas podem ser comidas, como galinha, peru e ganso. Aves usadas como iscas e caçadoras como águia e corvo são proibidas. Apenas frutos do mar com guelras e escamas são kosher. Isso exclui lula, polvo e peixes com conchas como siri, lagosta e marisco. Nenhum inseto pode ser ingerido. Embora pareça óbvio, muitos corantes são feitos de insetos.
Carne e laticínios não podem ser misturados ou ingeridos na mesma refeição. Embora o Torá só fale que é proibido cozinhar cabra no leite de sua mãe (da mãe da cabra), é interpretado que carne e leite não se mistura. No entanto, peixes ou ovos com laticínios são permitidos. Até porções muito pequenas de carne e leite não podem ser misturadas. Assim, margarina é considerado laticínio.
O que é considerado “refeição separada”? As opiniões divergem em relação aos detalhes, mas a maioria dos judeus espera de três a seis horas entre uma refeição com leite e uma com carne. Isso porque vestígios de carne ficam no organismo por muitas horas. Mas é só comer uma comida “pura” que pode-se consumir qualquer outra refeição.
Utensílios como panelas, pias, lava-louças e pratos ganham o status da comida que tocou. Por exemplo, uma panela usava para fritar um hambúrguer se torna fleishig (carne). Se esta panela é usada pra ferver leite, o kosher foi violado.
Por esta razão, a maioria das casas kosher possue dois sets de louça e utensílios, um para carne e outro para laticínios. A limpeza também é importante: esponjas e lava-louças separados.
O status é transferido através do calor. Então, uma mesma faca pode ser usada para cortar carne e queijo, desde que estejam frios e a faca seja limpa no meio termo.
Comprando Kosher
A maioria dos judeus conservadores se contenta em ler o rótulo dos produtos enquanto os ortodoxos insistem que a comida seja certificada por um rabino.
Muitos símbolos são utilizados para indicar a aprovação. O mais comum é um K em um circulo, que significa “kosher”, e o U em um circulo, que significa o símbolo da União da Congregação dos Judeus Ortodoxos.
Outros incluem um P em um circulo, que denota a comida certa para o Passover, (quando comida fermentada não é permitida). A letra M (meat) indica um produto de carne e a letra D (dairy) significa laticínio. A palavra “pareve” ou “parev” indica uma comida neutra.
A letra K sozinha não indica a aprovação de um rabino. Qualquer produto pode trazer o K na embalagem. Isso indica que o produtor certifica que o produto é kosher, mas nem sempre é confiável.
O Propósito do Kashrut
Não há explicação no Tora para essas leis alimentares. Muitos acreditam que as leis são regulações de saúde das eras primitivas. Essa teoria faz sentido porque obedecer ao Kashrut traz muitos benefícios à saúde. Algumas são obvias: roedores e insetos são hospedeiros notórios de doenças. E uma carcaça ao ar livre tende a ser perigosa. Alguns benefícios foram descobertos só recentemente, com parasitas sendo relacionados a ingestão de carne de porco. O método de abatimento de animais nas casas judaicas são tão sanitárias que é usado como exemplo pelas autoridades. E há evidencia de que consumir carne com leite faz mal para ingestão. No entanto, saúde não explica as leis. Não há problemas de saúde relacionados em comer camelo ou coelho por exemplo.
Um beneficio de comer kosher é que serve para manter os judeus como um povo separado e distinto das outras culturas. De uma perspectiva religiosa, as leis alimentares são uma maneira de Deus unir seus escolhidos e preservá-los de se misturar. De uma perspectiva política, as leis alimentares proporcionam um senso de unidade e forçam os judeus a se apoiarem uns nos outros para a sobrevivência do grupo.
Kashrut também cultiva o auto-controle e a disciplina, encorajando alimentação consciente. Muitos judeus acreditam que é uma reverencia à vida animal. Alguns até dizem que encoraja a ser vegetariano.
Por fim, e talvez o mais importante, manter kosher é um ato de fé e obediência a Deus.
O Sabbath
A maioria das pessoas vêem o Sabbath como o dia da semana em que os judeus são proibidos de trabalhar (sábado). No entanto, da perspectiva judaica, o Sabbath é sobre descanso e celebração. Como disse um autor judeu: “é um dia que os judeus esperam para colocar de lado todas as preocupações da semana e devotar-se a propósitos maiores”. A palavra Sabbath significa “descanso”. O Sabbath é o dia em que se relaxa, fica com a família, estuda e reflete.
No Torá, o propósito do Sabbath é relembrar os hebreus de dois eventos na história: a criação do mundo e a libertação dos escravos no Egito. Ambos enfatizam a crença judaica de que há um Deus todo poderoso que Se importa com seu povo. Judeus também acreditam que Deus determinou o Sabbath para assegurar que as pessoas parem, de ez em quando, para “serem” ao invés de “fazerem”.
Proibições do Sabbath
É bom lembrar que essas regras são seguidas na sua totalidade somente pelos judeus ortodoxos, geralmente famílias de rabinos ou membros muito ativos da comunidade. É sempre importante perguntar para a família se eles são “conservative jews” (“orthodox jews” significa o mesmo) ou “non-conservative jews” (liberal jews pode servir também, mas não é tão educado).
As restrições giram em volta de qualquer trabalho braçal. A muitos anos alguns rabinos separaram as proibições em 39 categorias, incluindo: cozinhar, lavar roupa, construir, reparar (referem-se a consertos ao redor da casa), escrever, acender fogo/lareira, pescar, etc. Na modernidades, essas proibições foram sendo adaptadas às novas tecnologias, como proibição a dirigir (envolve mover objetos e acender fogo). Assim, é comum que as comunidades judias sejam próximas aos templos, para que se vá a pé.
Por outro lado, os judeus são encorajados a jogar jogos, estudar o Tora, cantar, ir à reuniões ou até fazer amor. É o trabalho que é proibido. Brincar pode.
O Hanukkah (ou Chanukah)
Todo ano o Hanukkah é celebrado em uma data diferente.
Chanukah 2010
01 a 09 de dezembro
Chanukah 2011
20 a 28 de dezembro
Chanukah 2012
08 a 16 de dezembro
Chanukah 2013
27 de novembro a 05 de dezembro
Chanukah 2014
16 a 24 de dezembro
Chanukah 2015
06 a 14 de dezembro
A história do Hanukkah
O Hanukkah é um dos poucos feriados judeus que não estão instituídos no Torá. Comemora um evento pós-bíblico: a vitória dos Maccabees sobre os ditadores Sírio-Gregos em Jerusalém e a redenção do Templo no ano 164 depois de Cristo. Também comemora o milagre que acompanhou este evento: quando o Templo foi retomado, Deus fez com que uma chama com óleo para durar um dia, durasse oito dias. Hoje o Hanukkah é mais relacionado a este milagre do que à vitória dos Maccabees.
Como quase todos os anos a comemoração é perto, ou é durante o Natal (pois dura oito dias), é comumente chamado de “Natal dos Judeus”. É importante não fazer correlações, pois as origens dos dois feriados são completamente diferentes.
O que acontece no Hanukkah
O Hanukkah é celebrado por oito dias e começa quatro dias antes da lua nova (fase mais escura da lua) mais próxima do solstício (o dia mais longo do ano) e sue principal elemento é a luz. Tanto que um dos nomes relacionados ao Hanukkah é “Festival das Luzes”.
O único ritual essencial do Hanukkah é o ascender das velas. As velas do Hanukkah ficam em um chanukkiah, um candelabro que suporta nove velas. (O chanukkiah é diferente do menorah, que é um candelabro que segura sete velas e é o símbolo do Estado de Israel.) A nona vela no centro é usada para acender as demais.
Uma vela é acendida na primeira noite do Hanukkah, a segunda é acendida no segundo dia e assim por diante. Enquanto se acende, as seguintes preces são entoadas:
Blessed are You, Eternal One our God, Universal Presence, Who sanctifies us with the mitzvot and gives us this path of kindling the light of Hanukkah. (Abençoado o Senhor, eternamente nosso Deus, presença universal, Que santifica-nos com o mitzvoth e nos abre caminho para acender as luzes do Hanukkah).
Blessed are You, Eternal One our God, Universal Presence, Who worked miracles for our ancestors in ancient days at this time.
(Abençoado o Senhor, eternamente nosso Deus, presença universal, Que trabalha os milagres de nossos ancestrais em tempos idos, até os dias de hoje).
No primeiro dia de Hanukkah, uma prece especial é adicionada:
Blessed are You, Eternal One our God, Universal Presence, Who keeps us in Life always, Who supports the unfolding of our uniqueness, and Who brings us to this very moment for blessing.
(Abençoado o Senhor, eternamente nosso Deus, presença universal, Que nos mantém sempre em vida, Que suporta o surgimento de nossa).
Assim que acendidas, as velas não podem ser usadas para nenhum outro propósito e devem queimar por pelo menos meia hora. Outras tradições também podem ser incluídas, como por exemplo comer comidas fritas, em reconhecimento ao óleo milagroso.
Outra tradição moderna é a troca de presentes, derivada da proximidade do Hanukkah com o Natal. Muitas famílias judias adotaram a tradição de dar presentes para seus filhos, para evitar o ciúmes comum entre crianças cristãs que ganham presentes. No entanto, a troca de presentes geralmente fica somente entre pais e filhos e mais ninguém.
Pesach ou Passover
O Pesach ou Passover é um feriado da primavera, em comemoração ao Êxodo, a liberação dos hebreus da escravidão do Egito nos tempos de Moisés.
O nome Passover vem da última das dez pragas que se acometeu dos egípcios antes do Êxodo. A última praga determinava que os primogênitos das famílias iriam morrer (pass away), mas de acordo com a tradição, os hebreus que marcaram suas portas com sangue de uma ovelha não morriam, eram “pulados” (pass over).
O Passover começa no dia 15 do mês de Nisan (março/abril) e termina no dia 21. É um tempo de alegria, mas cheio de regras. Há dieta uma especial e é proibido trabalhar nos dois primeiros e nos dois últimos dias do Passover, a não ser que seja uma contribuição para as festividades.
O Matzah e o Chametz
Para honrar o sofrimento dos hebreus no Egito no tempo do Êxodo, que não tinham tempo para fazer o pão crescer, nenhum fermento (Chametz, em hebreu) pode ser comido durante o Passover. O Matzah (ou matzo) – pão não fermentado – é, portanto, um componente central das comemorações. Além disso, todo fermento deve ser completamente removido da casa durante o Passover. É um símbolo de retirada de toda arrogância e orgulho da alma.
O Jantar de Passover
A tradição central do Passover é uma refeição compartilhada com a família em forma de ritual, na primeira e segunda noites do Passover chamado de Seder (hebreu para “ordem”). A refeição consiste em bênçãos proclamadas e explicações, o ritual das mãos lavadas, quarto taças de vinho e comida simbólica, como o matzah, ervas amargas e frutas amassadas. Comer, beber e outros rituais ocorrem de acordo com certos intervalos. Os recitais são feitos de acordo com o Haggadah, um livro especial para o Passover.
Antes de comer a refeição, o membro mais novo da família é solicitado a fazer quatro perguntas:
As quatro questões do Passover
1 – Por que esta noite é diferente de todas as outras noites? Porque em todas as outras noites nós comemos pão fermentado ou não fermentado; por que nesta noite somente pão não-fermentado?
2 – Em todas as outras noites, comemos todos os tipos de ervas; por que nesta noite somente ervas amargas?
3 – Em todas as outras noites, não precisamos molhar as ervas em molhos; por que nesta noite precisamos molhar as ervas duas vezes?
4 – Em todas as outras noites, nós nos sentamos eretos, ou reclinamos [sobre a comida]; por que nesta noite todos nós nos reclinamos?
As respostas, escritas no Haggadah, são recitadas por todos presentes, assegurando o significado spiritual que é preservado para as próximas gerações.
O Rosh Hashanah
Rosh Hashanah significa “cabeça do ano” e é comumente conhecido como o “Ano Novo Judeu”, um tempo solene e sagrado. Ocorre no primeiro e segundo dia do Tishri, que cai em setembro ou outubro.
História e significado do Rosh Hashanah
Na bíblia, Rosh Hashanah é chamada Yom Teruah (Dia da Corneta) ou Yom Ha-Zikkaron (Dia da Lembrança). O nome “Dia da Corneta” refere-se ao costume de se tocar cornetas neste dia.
“Dia da Lembrança” significa que neste dia, comemora-se a criação do mundo e lembra-se das responsabilidades das pessoas escolhidas por Deus.
O Rosh Hashanah é também conhecido como Dia do Julgamento, pois acredita-se que neste dia Deus julga seus crentes e decide sobre seu destino para o próximo ano. Rosh Hashanah é um tempo de revisar e reparar a relação com Deus, o Juiz Supremo.
Costumes do Rosh Hashanah
“Dia da Lembrança” significa que neste dia, comemora-se a criação do mundo e lembra-se das responsabilidades das pessoas escolhidas por Deus.
Um costume distinto do Rosh Hashanah são os estouros doas cornetas, que atende a ordem da bíblia. Um total de 100 estouros de cornetas são ouvidas na Sinagoga, cada dia do Rosh Hashanah, usando diferentes tons, exceto se um dos dias é Sabbath.
Nenhum trabalho é permitido no Rosh Hashanah, e a maior parte do dia é passado na sinagoga. Rosh Hashanah não é tempo para jejuar. Na verdade, muitas comidas especiais são preparadas para o Rosh Hashanah. Os pratos mais populares são as maçãs e pão molhados em mel, para chamar por um adocicado ano novo, juntamente com preces especiais.
Pão em forma de trança, ou circular, para representar o ciclo da natureza, assado com uvas-passas, para adocicar, ou em forma de escada ou pássaro, para simbolizar o desejo da família para ir para o céu; são também tradicionais. Peixe significa fertilidade, prosperidade e conhecimento.
Romã é comumente oferecido como parte a refeição também. Diz-se que ela tem 613 sementes, que é o número do mitzvot (mandamentos). Assim, a romã é servida para lembrar da obediência da família perante Deus.
Datas para o Rosh Hashanah
2010: 30 de março a 6 de abril
2011: 19 a 26 de abril
2012: 7 a14 de abril
2013: 26 de março a 2 de abril
2014: 15 a 22 de abril
2015: 4 a 11 de abril
O Yom Kippur
O Yom Kippur, celebrado no décimo dia do Tishri, é o dia mais importante e solene dos feriados Judeus. O Yom Kippur é a ocasião em que os judeus não-praticantes mais atendem à sinagoga, páram de trabalhar, ou jejuam.
História e significado do Yom Kippur
O nome Yom Kippur significa “Dia da reparação.” Acredita-se que é a última chance de mudar o julgamento de Deus das ações da pessoa do ano anterior e Sua decisão sobre o destino da pessoa no restante do ano. Os “livros” em que Deus grava seus julgamentos no Rosh Hashanah são selados no final do Yom Kippur. É, portanto, um dia de intensa reflexão, jejum, adoração e penitência.
Na bíblia, o Yom Kippur é chamado Shabbat Shabbaton, o “Sabbath dos Sabbaths,” porque é no Yom Kippur que a abstenção do trabalho e a solenidade plena característica do Sabbath são mais completas.
Costumes do Yom Kippur
Na noite anterior do Yom Kippur, o Kol Nidre é recitado. Esta prece é mais conhecida por sua bela melodia. Muitos acreditam que o Kol Nidre (“todos os votos “) anula todos os votos feitos através do ano e os anti-semitas usam isto para proclamar que os judeus não são confiáveis. Mas o Kol Nidre na verdade refere-se somente aos votos feitos entre a pessoa e Deus, em particular, e referem-se somente aos votos frívolos feitos a Deus, como pedidos desesperados de ajuda (a exemplo dos judeus que pediram para serem cristãos nos tempos da Inquisição).
A véspera do Yom Kippur é considerado um dos melhores momentos para se pedir perdão. Deus perdoará os pecados cometidos contra si mesmo, mas se a pessoa cometeu pecado contra outra pessoa, ele deve pedir perdão àquela pessoa.
No Yom Kippur, judeus devem se abster de todo trabalho, comida, bebida (incluindo água) e sexo. Judeus ortodoxos também não vestem calçados de couro e sem limpeza (lavar, limpar ou passar desodorante ou perfume).
A maioria do dia do Yom Kippur é gasto na sinagoga, onde há cultos especiais, da manhã à noite. Especialmente em sinagogas ortodoxas, é costume vestir branco, para simbolizar a pureza de Deus diante de Deus (kittel é um manto branco que pode ser vestido).
Quando a noite cai, o serviço é concluído com uma ultima explosão de cornetas.
Levando-se em consideração o jejum, a penitencia e a “aflição da alma”, o Yom Kippur poderia ser visto como um dia de tristeza. Mas este feriado é muito feliz porque traz a reconciliação de Deus com as pessoas. Assim, se feito de maneira correta, as pessoas sentem um profundo sentimento de serenidade no fim do jejum.
Upcoming Dates for Yom Kippur
2010: 18 de setembro
2011: 8 de outubro
2012: 26 de setembro
2013: 14 de setembro
2014: 4 de outubro
2015: 23 de setembro
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